Portugal - Musica

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6 de abril de 2013

Amália Rodrigues - Foi Deus

Amália Rodrigues -  Foi Deus
Musica de 1956



Letra

Não sei, não sabe ninguém
Por que canto o fado
Neste tom magoado
De dor e de pranto
E neste tormento
Todo o sofrimento
Eu sinto que a alma
Cá dentro se acalma
Nos versos que canto

Foi deus
Que deu luz aos olhos
Perfumou as rosas
Deu oiro ao sol
E prata ao luar
Foi deus
Que me pôs no peito
Um rosário de penas
Que vou desfiando
E choro a cantar
E pôs as estrelas no céu
E fez o espaço sem fim
Deu o luto as andorinhas
Ai, e deu-me esta voz a mim

Se canto
Não sei o que canto
Misto de ventura
Saudade, ternura
E talvez amor
Mas sei que cantando
Sinto o mesmo quando
Se tem um desgosto
E o pranto no rosto
Nos deixa melhor

Foi deus
Que deu voz ao vento
Luz ao firmamento
E deu o azul às ondas do mar foi deus
Que me pôs no peito
Um rosário de penas
Que vou desfiando
E choro a cantar
Fez poeta o rouxinol
Pôs no campo o alecrim
Deu as flores à primavera
Ai!, e deu-me esta voz a mim.

14 de março de 2013

Amália Rodrigues - Nem às paredes confesso


Amália Rodrigues 


Nem às paredes confesso






Letra

Não queiras gostar de mim
Sem que eu te peça,
Nem me dês nada que ao fim
Eu não mereça
Vê se me deitas depois
Culpas no rosto
Isto é sincero
Porque não quero
Dar-te um desgosto

[refrão]
De quem eu gosto
nem às paredes confesso
E até aposto
Que não gosto de ninguém
Podes sorrir
Podes mentir
Podes chorar também
De quem eu gosto
Nem às paredes confesso.

Quem sabe se te esqueci
Ou se te quero
Quem sabe até se é por ti
por quem eu espero
Se gosto ou não afinal
Isso é comigo,
Mesmo que penses
Que me convences
Nada te digo.

[refrão]
De quem eu gosto
nem às paredes confesso
E até aposto
Que não gosto de ninguém
Podes sorrir
Podes mentir
Podes chorar também
De quem eu gosto
Nem às paredes confesso. (bis)

27 de janeiro de 2013

Amália Rodrigues - Zanguei me com meu amor

Amália Rodrigues - Zanguei me com meu amor
Musica do filme de 1947 Fado - História de uma Cantadeira




Letra

Zanguei-me com meu amor
Não o vi em todo o dia
Á noite cantei melhor
O fado da Mouraria


O sopro duma saudade
Vinha beijar-me hora a hora
P’ra ficar mais à vontade
Mandei a saudade embora


De manhã, arrependida
Lembrei-o, pus-me a chorar
Quem perde um amor na vida
Jamais devia cantar


Quando regressou ao ninho
Ele que mal assobia
Vinha a assobiar baixinho
O fado da Mouraria

16 de janeiro de 2013

Amália Rodrigues - Cheira a Lisboa

Amália Rodrigues - Cheira a Lisboa
Musica de 1972



Letra

Lisboa já tem Sol
mas cheira a Lua
Quando nasce a madrugada sorrateira
E o primeiro eléctrico da rua
Faz coro com as chinelas da Ribeira
makes a chorus with the sound of the slippers in Ribeira

Se chove cheira a terra prometida
Procissões têm o cheiro a rosmaninho
Nas tascas das vielas mais escondidas
Cheira a iscas com elas e a vinho

(Refrão)
A carnation flower in the attic...
smells good, smells like Lisbon.
A rose, blooming in the park ...
smells good, smells like Lisbon
A frigatebird that takes fly from a boat fore ...
or a woman that persistently passes by,
they all smell good because they are from Lisbon
Lisbon has the perfume of flowers and sea

Cheira bem, cheira a Lisboa (2x)

A fragata que se ergue na proa
Cheiram bem porque são de Lisboa

Lisboa cheira aos cafés do Rossio
E o fado cheira sempre a solidão
Cheira a castanha assada se está frio
Cheira a fruta madura quando é Verão

Teus lábios têm o cheiro de um sorriso
Manjerico tem o cheiro de cantigas
E os rapazes perdem o juízo
Quando lhes dá o cheiro a raparigas

Cheira bem, cheira a Lisboa (2x)

A fragata que se ergue na proa
Cheiram bem porque são de Lisboa


4 de outubro de 2012

Amália Rodrigues - Estranha Forma de Vida

Amália Rodrigues - Estranha Forma de Vida
Musica do Album de 1962 Busto





Letra

Foi por vontade de Deus
que eu vivo nesta ansiedade.
Que todos os ais são meus,
Que é toda a minha saudade.
Foi por vontade de Deus.

Que estranha forma de vida
tem este meu coração:
vive de forma perdida;
Quem lhe daria o condão?
Que estranha forma de vida.

Coração independente,
coração que não comando:
vive perdido entre a gente,
teimosamente sangrando,
coração independente.

Eu não te acompanho mais:
para, deixa de bater.
Se não sabes aonde vais,
porque teimas em correr,
eu não te acompanho mais

22 de agosto de 2012

Amália Rodrigues - Uma Casa Portuguesa

Amália Rodrigues - Uma Casa Portuguesa
Musica do Album de 1957 Amália no Olympia



Letra 

Numa casa portuguesa fica bem
pão e vinho sobre a mesa.
Quando à porta humildemente bate alguém,
senta-se à mesa co'a gente.
Fica bem essa fraqueza, fica bem,
que o povo nunca a desmente.
A alegria da pobreza
está nesta grande riqueza
de dar, e ficar contente.

Quatro paredes caiadas,

um cheirinho á alecrim,
um cacho de uvas doiradas,
duas rosas num jardim,
um São José de azulejo
sob um sol de primavera,
uma promessa de beijos
dois braços à minha espera...
É uma casa portuguesa, com certeza!
É, com certeza, uma casa portuguesa!

No conforto pobrezinho do meu lar,

há fartura de carinho.
A cortina da janela e o luar,
mais o sol que gosta dela...
Basta pouco, poucochinho p'ra alegrar
uma existência singela...
É só amor, pão e vinho
e um caldo verde, verdinho
a fumegar na tigela.

Quatro paredes caiadas,

um cheirinho á alecrim,
um cacho de uvas doiradas,
duas rosas num jardim,
um São José de azulejo
sob um sol de primavera,
uma promessa de beijos
dois braços à minha espera...
É uma casa portuguesa, com certeza!
É, com certeza, uma casa portuguesa!

9 de novembro de 2011

Amália Rodrigues - Povo que lavas no Rio



Amália Rodrigues

Povo que lavas no Rio


Musica de 1963








Letra

Povo que lavas no rio
Que talhas com o teu machado
As tábuas do meu caixão.
Pode haver quem te defenda
Quem compre o teu chão sagrado
Mas a tua vida não.

Fui ter à mesa redonda
Bebi em malga que me esconde
Um beijo de mão em mão.
Era o vinho que me deste
Água pura, fruto agreste
Mas a tua vida não.


Aromas de urze e de lama
Dormi com eles na cama
Tive a mesma condição.
Povo, povo, eu te pertenço
Deste-me alturas de incenso,
Mas a tua vida não.

Povo que lavas no rio
Que talhas com o teu machado
As tábuas do meu caixão.
Pode haver quem te defenda
Quem compre o teu chão sagrado
Mas a tua vida não.